Este ano o Lidl tem como objectivo que todas as crianças tenham uma história para adormecer. Assim, e sensibilizando as famílias portuguesas para a importância do sono e das histórias para adormecer, a Campanha de Natal do Lidl reverte a favor da Nuvem Vitória, que conta histórias para adormecer a crianças hospitalizadas.

Ou seja, entre 3 e 30 de dezembro, ao comprar o bolo-rei Favorina, os clientes Lidl estarão a contribuir para que a associação Nuvem Vitória possa alargar a sua intervenção, contribuindo para melhorar o sono de mais crianças, nomeadamente em hospitais ou outras instituições (IPSS) que, por motivos de saúde ou outros, estão temporariamente fora dos seus ambientes familiares. Por cada bolo-rei Favorina vendido, o Lidl doará 1 euro a esta associação, que será convertido em histórias a serem lidas a mais crianças.

Esta iniciativa vai permitir à Nuvem Vitória trabalhar em mais 10 instituições, entre hospitais e IPSS, ao longo dos próximos dois anos, de norte a sul do país, para além da abertura de mais 2 núcleos de voluntariado no Grande Porto e em Lisboa. Este apoio é fundamental para chegar a 50 mil crianças hospitalizadas ou institucionalizadas até ao final de 2020, com uma equipa composta por 900 voluntários.

Pela importância indiscutível desta campanha, o MÃES.pt associou-se à mesma e marcou presença no evento de lançamento da Campanha, com a presença da fundadora do projecto Cláudia Gonçalves Ganhão e 3 das colaboradoras do site, Patrícia Ferreira RamosRaquel Rodrigues e Sandra Rodrigues.

Aproveitamos para pedir a partilha desta nova campanha. Quantas mais partilhas, mais longe chegamos e mais dinheiro será revertido para ajudar a associação!

Porque ajudar não custa! 

Já começaram a preparar as vossas decorações de Natal? Este ano, decidi começar a pouco e pouco, com tempo para colocar em prática alguns projectos mais personalizados. Fiz alguma pesquisa para me inspirar e encontrei uma ideia que permite reaproveitar algo que a maior parte de nós já tem em casa: latas de conservas.
O conceito base é a criação de uma cena natalícia com os materiais que tivermos disponíveis, dentro da lata.
Vamos colocar mãos à obra!

Lista de Materiais:
Lata de conserva (escolhi uma lata de atum)
Pistola de cola quente e recarga
Cola líquida universal
Folhas EVA com purpurinas
Lápis
Tesoura
Fita Adesiva
Abeto em miniatura
Animal em miniatura
Pompons em miniatura

Nota: todos os materiais são fáceis de encontrar em grandes superfícies comerciais.

A lata de conserva deve estar completamente limpa e sem resíduos, para que possamos começar colar os materiais. Para podermos trabalhar em segurança, é preciso isolar, primeiro, as superfícies cortantes com fita adesiva (a mesma será para remover no final. Pode ser fita cola, washi tape, etc.).

A seguir, vamos criar a base: escolhi as folhas EVA com purpurinas para recortar o céu, a encosta com neve e a lua. Apliquei-as com cola líquida universal, fazendo pressão até aderirem à lata.

Para completar esta cena, colei um abeto, um cãozinho e os pompons com cola quente (a cola quente seca muito depressa, pelo que estas “operações” têm de ser rápidas).

O toque final foi dado com a aplicação de uma fita de papel em redor da lata. E o diorama está pronto para fazer parte dos nossos momentos familiares, espalhando brilho pela casa.
Lembrem-se que a imaginação é o limite ;)




Bom trabalho e um Natal muito Feliz!



A Virgínia tem 42 anos, vive em Cascais, é casada e tem dois filhos, o Miguel com 16 anos e a Maria com 6.
Em 2008, depois de ter ficado desempregada, criou um blog e com ele nasceu a Amo-te Mil Milhões.

O que os outros dizem sobre si?
Talvez digam que sou reservada, o que é verdade. Gosto muito mais de ouvir do que falar ☺ Também dizem que sou serena, humana, teimosa. 

Algo que ninguém ou poucas pessoas sabem sobre si?
Sou daquelas pessoas que procura o infinito no mais pequeno pormenor, logo sou insatisfeita por natureza. 

Hobbies?
Gosto de ler, de ir à caça de livros antigos em feiras e lojas em segunda mão, gosto de caminhar e de fotografar. Gosto de fazer tricot e crochet e de desenhar uns rabiscos. 

Livro ou cinema?
Livro!

Praia ou campo?
Campo!

O que mais lhe dá prazer?
Relaxar, com tempo, mesmo que apenas por uns minutos!

O seu maior sonho?
Dar aos meus filhos aquilo que eles mais precisam e vê-los crescer felizes e saudáveis.

O que a maternidade mudou em si?
Tornei-me uma pessoa mais responsável, aprendi a cozinhar, deixei de dormir, perdi grande parte da massa cinzenta no cérebro, descobri novos medos e o amor incondicional. Tornei-me Mulher.

Qual o maior desafio de ser Mãe?
Penso que seja manter-me saudável, não esquecer quem sou no meio de tudo o que tenho que ir equilibrando diariamente. 


A que se deve o nome Amo-te Mil Milhões?
Na altura em que comecei o blog o meu filho,então com seis anos, costumava contar um a um o quanto gostava de mim antes de adormecer. Gosto de ti um, gosto de ti cem, gosto de ti mil. Um dia encontrou os mil milhões. “Amo-te Mil Milhões, mãe!” A partir daí essa passou a ser a nossa forma de verbalizar o grande amor entre mãe e filho. Estive quase para não o tornar público por ser tão íntimo mas ainda bem que o fiz. Na verdade, o que mais quero com o meu trabalho é partilhar esses sentimentos que por vezes deixamos esquecidos na infância e que a maternidade nos devolve – o amor puro, simples, descomplicado que acredito ser a base de todos nós. 

O que é o Amo-te Mil Milhões?
O Amo-te Mil Milhões é uma marca registada portuguesa que se dedica à criação artesanal de brinquedos e acessórios para crianças (dos 0 aos 100). Todas as peças são únicas, feitas a partir de materiais de qualidade, com tempo, respeito e especial atenção ao detalhe. 

O que motivou o nascimento do Amo-te Mil Milhões?
Sempre fui uma pessoa criativa ligada às artes e com a primeira gravidez senti uma nova necessidade, a de criar coisas bonitas para o filho que aí vinha. 

A maternidade teve alguma influência na criação do Amo-te Mil Milhões?
Sim! A maternidade foi a grande impulsionadora! Foi ao tentar fazer os primeiros bonecos do meu filho que descobri que gostava muito de o fazer e que seria muito feliz se o pudesse fazer para o resto da vida. Dali a pouco tempo estava a fazer bonecos e mantas para as amigas oferecerem às amigas e assim tudo começou.

Como concilia a vida profissional como a vida pessoal? 
A minha vida é uma só. A vida pessoal e familiar está estreitamente ligada à profissional e vice-versa. Trabalho a um canto da sala onde tudo fica à vista e muitas vezes é enquanto brinco com a minha filha que me ocorrem boas ideias que vou logo anotar. Mas tento adoptar horários ou não seria produtivo de todo. Trabalho de dia, enquanto os filhos estão na escola e se necessário continuo à noite, depois de todos se deitarem. Ao fim de semana só trabalho se estiver sozinha em casa. 
Fazer bonecos com a dedicação que eu lhes dou é um trabalho muito demorado. Felizmente tenho uma família que compreende o quanto gosto e preciso de fazer o que faço. 
Faço questão de manter o Amo-te Mil Milhões uma marca pequena e familiar. Não tenho qualquer vontade de começar a produzir mais e mais depressa. Não há preço que pague a vida simples que levo.

Como tem evoluído o seu projecto?
Nestes dez anos pouco mudou, pelo menos na essência da marca. Agora que sou mãe de dois tenho menos tempo (e espaço!) para o meu trabalho, o que se faz sentir ao fim do mês. Mas também sei que todos estes anos a fazer bonecas aprendi muito e espero que isso se faça notar no produto final. O que mais quero é continuar a evoluir para oferecer não mais mas melhor.

O que mais gosta do seu projecto?
O meu projecto não é um negócio, é uma forma de vida! E o trabalho em si, uma paixão, uma terapia ☺

Se voltasse atrás faria tudo de novo ou alteraria alguma coisa, das suas opções e escolhas profissionais?
Se pudesse, teria começado mais cedo a trabalhar naquilo que gosto. 

Perspectivas do projecto para o futuro?
Quero continuar a fazer o que faço até o fim dos meus dias! A loja online está em construção e o blog vai acordar em breve de cara lavada. 

Perspectivas pessoais para o futuro?
Quero viajar mais mas também quero ter mais tempo para não fazer nada. Quero ler mais. Acima de tudo, quero ser boa mãe, boa mulher, boa pessoa.

Como divulga o Amo-te Mil Milhões?
Através das redes sociais. 

O que diferencia o Amo-te Mil Milhões das restantes marcas semelhantes no mercado?
O objectivo final do meu trabalho é agradar e inspirar. Tudo o que faço é feito para durar. É um trabalho original, honesto que leva muito amor dentro de si.


Um conselho para quem tem um projecto de negócio na gaveta.
Se não tiverem a certeza, talvez não seja esse o caminho. Se viver sem esse projecto é algo que não vos deixa dormir, vão em frente! Comecem com poucas expectativas, informem-se, pesquisem. Acima de tudo, ouçam a vossa voz interior e respeitem o vosso ritmo. Arrisquem. Descubram a vossa tribo!

Pode acompanhar a Virgínia e o Amo-te Mil Milhões nas redes sociais
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Loja on-line - aqui


Obrigada Virgína, pela partilha.



Para a grande maioria dos portugueses, o Natal é um dos pontos altos do ano. Cá em casa é igual. Independentemente dos credos, da intensidade com que se experiência este período, é difícil fugir a esta época e não a transformar num momento especial.

Para nós, a noite e o dia de natal são especiais mas vividos entre duas casas, longe uma da outra e que implicam viagens e que não permitem que esta altura do ano fiquem a nosso bel-prazer. Assim, vingamo-nos no advento que é a nossa época.

A tradição dita que fazemos a árvore de natal no dia 1 de dezembro e penduramos o nosso calendário do advento. Há muitos anos fiz uma lista de atividades e mimos que são tirados de cada uma das 25 gavetas, sendo que na última sai o menino Jesus para o nosso presépio.

Dentro de cada uma das gavetinhas aparece um papelinho com algo especial e um mimo ou uma peça do presépio. Escusado será dizer que, embora coloque logo os papelinhos, os mimos e as peças só as colocamos à noite antes de irmos para a cama, não vão os ratinhos espreitar e trocar, como já aconteceu…

Este ano, vou readaptar as atividades pois já estão maiores e não faz tanto sentido. Sei, no entanto, que continuam a gostar deste ritual. Levantarem-se de manhã e irem até ao calendário para poderem espreitar o que vai acontecer nesse dia e que pode ser tão simples como uma caneca de cacau quente ou uma noite de monopólio.

Comprar aquele calendário do advento em feltro foi uma das melhores ideias de sempre… Não passa de moda e é um dos centros da casa! Não há quem não fique feliz e, quem tem o poder de decisão é a mãe. Isto significa que eu olho para o calendário da família e coloco a sugestão do dia de acordo com o que é possível. Uma noite de jogo será sempre a uma sexta ou sábado, um concerto de natal será de acordo com os concertos existentes na cidade. Há também uma parte relacionada com a solidariedade, com os outros, de acordo com o local onde estamos. O chocolate quente ou as bolachinhas, essas podem ser qualquer dia… As crianças saem à mãe (e ao pai) gulosos como tudo!

Há alguns sites com muitas ideias que podem ajudar, como por exemplo:



“Quem é que pode pedir a licença de acompanhamento para filhos com doença crónica/ deficiência?” é uma das questões que mais me têm feito, desde que fiz esta opção. Há uma resposta prática, com alguma burocracia e uns tantos aspectos legais a ter em conta, mas para mim, a resposta mais acertada é esta:

Podem as mães capazes de tudo, as organizadas e as que dão conta de todos os recados. E podem as mães que assumem que não ser uma mulher perfeita, uma profissional impecável e uma mãe extraordinária não tem que ser um requisito da sociedade. 

Podem as que não falham nunca e se sentem bem. E podem as que falham tanto que andam sempre de rastos.

Podem as mães de coração grande, com espaço infinito de plenitude. E podem as mães de coração pequenito de tão apertado de dúvidas e anseios.

Podem as mães ponderadas, com os tempos estruturados e as prioridades bem definidas. E podem as que se atiram de cabeça, aventureiras à força neste desafio tão único.

Podem as mães que dão colo a um ou a muitos! A licença para acompanhamento de filhos com doença crónica/deficiência serve como o próprio nome indica para acompanhar os miúdos que precisam de um acompanhamento mais intenso, que têm rotinas mais rígidas e provavelmente terapias mais personalizadas. Mas serve também para nos deixar disponíveis para os outros filhos, os que não têm terapias mas também têm mãe. Aquela mãe que chega a casa depois de um dia inteiro de terapia em terapia, com uns intervalos pelo meio para compras e lidas domésticas e que de outro modo dificilmente teria paciência para ajudar com os seus trabalhos de casa, ouvir as suas novidades do dia ou ainda ter energia para dar uns toques na bola.

Podem as mães que têm completa noção das suas limitações e podem as que não fazem ideia de quando é que vão estar a entrar em burnout parental. Podem e devem pedir esta licença, todas as mães reais sem medo de assumir que o estão a fazer também por elas. A licença para acompanhamento de filho com doença crónica/ deficiência também é (e o nome não diz isto!), uma licença para nos acompanharmos a nós, para respirarmos fundo e para nos conectarmos internamente. Se não estivermos disponíveis para nós, não estaremos nunca disponíveis para eles. 

Podem todas as mães e podem os pais também, de filhos biológicos, adoptivos ou filhos do seu cônjuge, por um período de 6 meses, prorrogáveis até um total de 4 anos, desde que o desejem e cumpram o que diz a lei (aqui), com direito a um subsídio. Com a noção porém, de que a sociedade não está preparada para aceitar que seja o pai a pedir esta licença. Não que o pai não esteja capacitado, mas a mãe é que ainda tem de assumir o papel de cuidadora. 


É como viver num mundo à parte, onde todos acham que é esquisitice, que é uma dieta por moda ou sei lá! É aprender que vestígios não se veem mas matam, aprender a ler todos os rótulos, nunca comprar sem confirmar que é seguro todas as vezes que vamos às compras, é evitar beijinhos, toque, fugir do cheiro, aprender que comida pode ser veneno e matar o nosso filho a qualquer momento, em qualquer dia, não há hora, nem local! Há que andar sempre com medicação de emergência e injectar sem medos mesmo antes de chamar o 112!

Éramos uma família, que levava a sua vida normal, trabalho, filhos, com uma rotina atarefada como qualquer outra família numerosa.  Temos por cá sempre a máxima de simplificar, fazer o nosso melhor e sorrir todos os dias.

Um dia com cheirinho a Natal, a nossa família levou o maior susto da nossa vida, o mais pequeno ia comer a sua primeira papa, com direito a roupinha especial, fotos, tudo como os manos… e do nada, fica a lutar pela vida à 2ª colher de papa… A Anafilaxia (alergia alimentar grave) entrou porta dentro sem convite bom na verdade mais parecia que tinha caído uma bomba por engano, claro!

Depois de recuperar a vida do pequeno para este lado novamente, esta família começou os ajustes, colar todas as peças e começar a viver o mais normal possível mesmo com esta nova realidade, de início tudo parecia difícil, imensas palavras novas, imensas problemáticas que nem sabíamos que existiam, muitos desafios com a doença, ui e a discriminação? Pois parece surreal, mas em pleno século XXI ainda existe… Onde? Nas escolas, na sociedade, anda por aí à solta… constatamos que a nossa máxima manteve-se e foi uma ajuda neste caminho.

Foi o início de uma longa viagem, cheia de curvas, pedras, mas que cada detalhe conta ainda mais, cada nascer do sol é apreciado com mais gratidão, cada arco-íris é celebrado, cada festa é vista sempre como única, cada dia um verdadeiro presente.
Passaram sete anos, foram os mais intensos, os mais duros com as maiores lições, os mais trabalhosos, onde a palavra fé e esperança mostram todos os dias o verdadeiro significado.

Aprendemos a viver, aprendemos a fazer tudo com as devidas adaptações, a nossa vida normal é isto agora, não vivemos no futuro esse sentimos que o regateamos todos os dias e é demasiado incerto, vivemos o presente como um verdadeiro presente que é!

Somos felizes, sorrimos, amamos e ajudamos. Sinto em mim uma gratidão tão grande que só uma mãe de um filho que luta ou lutou pela vida sabe o real tamanho. Estamos todos bem e vivos é o que realmente importa, o resto chama-se viver e isso é para se ir fazendo e saboreando todos os momentos.

Então e o que devo saber sobre alergias graves?
Primeiro é importante saber que existem, podem aparecer em qualquer idade, que a causa pode ser um alimento, uma picada de insecto ou medicamento. 
Sintomas súbitos persistentes como falta de ar, manchas na pele, tonturas, tosse rouca persistente, são motivo de alerta e ida a um imuno alergologista ou mesmo urgência. Pode contactar a  Associação Missão Arco Iris – Associação de Apoio e Promoção à Inclusão de Crianças com Anafilaxia, têm formações gratuitas nas escolas, unidades de saúde e famílias. Muitas dicas como superar tudo isto de forma positiva.