Que ou quem não tem educação; que ou quem é incivil ou descortês = MALCRIADO
Feitio
Modo de ser
ou carácter de uma pessoa
Personalidade forte
Designa
uma personalidade marcante, de opinião própria.
Quando me falavam nos terríveis 2 e nos terríveis 3 acho que não imaginava realmente a veracidade e a tenacidade com que nos é atingida essa fase.
A realidade é que me sinto “enganada” nestas
promessas de crianças de comportamentos sociais perfeitos, palavras e atitudes
corretas e certas sem termos que nos “chatear” em bom português, mas a
realidade é mesmo que isso não acontece em todos os lares ou acontece em muito
poucos, e são poucas as mães capazes de admitir a pestinha que têm em casa.
Pode vir a parentalidade positiva toda do mundo, a
criança quando está no auge da birra ou da teima não nos ouve nem que fossemos
o Panda ou o Pai Natal. Respiro fundo, ponho-me ao nível dela e se for possível
abraço-a (dependendo se está deitada no chão em birra total não a consigo
agarrar pois a força que faz é tal que se não a segurar bem é possível que se
aleije). Ora isto à vista de quem está a ver tudo de fora é o típico de frases
que ouvimos (sim porque TODOS têm direito a opinar sobre a educação que damos
aos nossos filhos):
- Olha que feia que pareces menina, isso não se faz
- Olha que vergonha uma menina bonita a portar-se
tão mal
- Olha se fosses minha filha ias ver como resolvia
isso (esta lamentavelmente é a que mais ouço)
- Olha que depois vem a polícia e leva-te (coisa
mais parva que ouço pais dizerem, é favor ensinar os miúdos que os polícias são
amigos, pois em emergência é a eles que têm de ir).
- Uma menina dessa idade já não se deve portar
assim.
Agora uma chamada de atenção para todas as pessoas:
Mas acham mesmo que as mães já não pensam o
suficiente sobre as figuras que estão a fazer na rua, no shopping, no evento,
nos transportes, nas lojas, nos jardins, nos passeios, nos cafés, etc..? Acham
mesmo que nós estamos a ignorar aquele “berro louco” que mais parece um demónio
no corpo daquela criança pequena? Não nós somos surdas seletivas e não ouvimos
e não não temos vontade de chorar de pensarmos que estamos a fazer tudo mal e
as outras é que estão a fazer bem.
Ser mãe é também aprender a lidar com todas estas
dúvidas diárias, com todas estas dificuldades e lutas que travamos sozinhas
(estupidamente).
Os nossos filhos amam-nos, fazem as birras mas
quando nos sorriem derretem e fazem-nos esquecer todas aquelas fitas que
fizeram, e também aprendemos a contornar as birras e gritos fazendo parvoíces
ou imitando (esta vale ouro mesmo, regra geral com a minha resulta ri tanto que
se esquece por que estava a gritar sequer).
Sejamos felizes com as coisas simples da vida e
levar um dia de cada vez!!


