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Acredita!




Como mãe de 2 meninas ainda pequenas - a mais velha com quase 7 e a mais nova com 3 - cabe-me a árdua tarefa de cultivar a magia na vida delas. 
Já todos sabemos que usualmente os pais são bem mais pragmáticos por isso enquanto mãe e elemento feminino da equação, chamo a mim o dever de alimentar o lado mágico das coisas. 
Adoro que as minhas filhas acreditem em fadas dos dentes, no Pai Natal, em elfos, duendes e todas as criaturas mágicas (in)existentes. Confesso que tenho alguma pena que chegue o dia em que elas deixem de o fazer. Ainda há pouco tempo a mais velha, depois de ter recebido a enésima carta da Fada dos Dentes a dar-lhe os parabéns por mais um dente que caiu, me contou - com aquele tom de quem está a contar e em simultâneo a questionar - a história do irmão da amiga que estava dormir e acordou com a mãe a colocar uma prenda debaixo da almofada, local onde estava... 1 dentinho para a Fada. Pois é, ups... Lá saiu a explicação meio atabalhoada desta mãe que vos escreve, provavelmente o menino tinha sonhado, ou então a mãe estava lá mesmo a mexer porque tinha ouvido barulho e tinha ido ver o que se passava… 
Às vezes as fadas são barulhentas! Desta vez acho que passei no exame mas há-de chegar o dia em que não vou conseguir. Provavelmente a irmã mais nova vai ter muito menos tempo de ilusão por força do convívio com a mais velha. 
Ainda que assim seja, enquanto conseguir vou preservar a magia. A realidade já consegue ser tão dura e, muitas vezes, tão feia, que qualquer pedacinho de pó de perlimpimpim é bem-vindo! 

Temos de educar as nossas crianças para terem os pés bem assentes na terra, mas também temos de lhes dar a hipótese de gozar um direito que lhes pertence: serem crianças.