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Entrevista | Maria João Poínho



Maria João Teixeira Poínho, tem 39 anos e apesar de ser transmontana (de Torre de Moncorvo) reside em Vila Nova de Gaia,  é casada e tem 3 filhos (dois do primeiro casamento e a 3ª do actual) o seu primogénito e o único parecido consigo chama-se Gabriel e com 20 anos terminou já o curso superior na Universidade da Covilhã, prepara-se agora para enfrentar o Mundo do trabalho; o filho do meio, com uma diferença de 9 anos, chama-se Rodrigo e é o menino mais doce que já viu, responsável e muito meigo (o sonho de todas as mães) frequenta actualmente o 6ª ano; a princesa veio completar o trio, também com uma diferença de 9 anos do irmão do meio, chama se Noa e tem 2 anos, nasceu com a pilha toda, doce, mas não muito dada, primeiro tem que confiar. O marido Ricardo trabalha entre Portugal e Itália, deixando a Maria João sozinha a maior parte do tempo com a casa, o trabalho e os meninos.


O que os outros dizem sobre si?
Ui, esta é difícil...ora bem dizem (desde sempre) que sou casmurra, teimosa (a este defeito devo tanto, mas tanto que nem imaginam, perfeccionista, bato o pé às minhas vontades (podia ficar aqui o dia todo)...sou mãe, este nome resume muito, verdadeira leoa com as crias, mas que sofre muito com coisas pequenas.


Algo que ninguém ou poucas pessoas sabem sobre si?
Passei um verdadeiro tormento quando o primeiro filho nasceu, com apenas 18 anos passei de inexperiente a mãe de prematuro com 30 semanas e com gastrosquisis, 12 cirurgias e enviado para casa para falecer com a família aos quase 3 meses. Pesava apenas 2,300 gr quando o trouxe para casa, foi uma autêntica batalha contra o tempo, contra todas as possibilidades de sobrevivência.

Hobbies?
Como uma verdadeira artesã e mãos de fada, adoro tudo o que ”bula” com as mãos, pintura, escrever, só gostaria era de mais tempo.

Livro ou cinema?
Livro “A Cabana” oferecido pelo filho mais velho

Praia ou campo?
Adoro as duas coisas, praia porque vivo pertinho dela e o campo lembram me os tempos de menina vividos na aldeia.

O que mais lhe dá prazer?
Passar tempo em família, costurar, são tantas as coisas pelas quais sinto um enorme prazer em fazer.

O seu maior sonho?
A nível pessoal, dar a volta ao Mundo com os filhos e marido, a nível profissional ter atelier/ loja com os meus artigos.

O que a maternidade mudou em si?
A maternidade não é pera doce, nem algo parecido, é algo que é para a vida, para sempre, nunca mais vamos deixar de ser mães...é a profissão mais difícil do mundo, ocupa nos o tempo todo e mais algum.
Acho que me tornou mais capacitada a enfrentar grandes problemas, a gerir tempo e a perceber que 4 horas de sono por noite me chegam...

Qual o maior desafio de ser Mãe?
São tantos... acho que é mesmo poder capacita-los para a vida…ensinar-lhes o bem, prepará-los para o futuro.

Nome do seu projecto?
Menina do Papá, mas em breve e com o registro da marca vai alterar se para NOA.

A que se deve o nome do projecto?
A minha área é de longe a que escolhi neste momento, fui cabeleireira durante 19 anos, tirei o curso superior de Educação Social e fiz pós graduação em Cuidados Continuados, quando engravidei da minha filha fiquei de baixa desde as 4 semanas, com uma ameaça de aborto, o que me fez repensar o que queria fazer e como, nada melhor que esta Menina do Papá para o fazer. Não queria fazer com esta filha o que fiz com os outros, deixá-los num infantário a maior parte do tempo e só vê-los à noite, sei que perdi as coisas mais importantes da vida deles...agora e mais economicamente estável, permitiu-me tomar a decisão (juntamente com o marido) de ficar em casa pelo menos até a pequena ter 3 anos. Mas não sem trabalhar, até porque trabalhei toda a minha vida e sei o quão importante é para a nossa mente, e para a dinâmica familiar… por isso pensei em algo que gostava de fazer: Costura!! E apaixonada por coisas pequeninas surgiu a confecção de roupa de bebé e criança, e neste momento também para mamãs.

A maternidade teve alguma influência na criação do seu projecto?
Claro que sim, como mãe e consumidora, sei o que as mães procuram e o valor que estão dispostas a pagar, procuram qualidade, artigos diferentes a preços acessíveis.

Como concilia a vida profissional como a vida pessoal? 
Na verdade é muito difícil… como o marido está fora a semana toda, sou mãe, pai, educadora, dona de casa e ainda a artesã… aprendi a articular e a adaptar-me de forma positiva, ainda sem contar com as aulas de dança do filho do meio, é levar e trazer, jantares, banhos e ainda verificar os tpc… difícil, mas nunca impossível. No fim do dia, estou ko, e no dia seguinte às 7 da manhã a rotina volta a rodar...

Como tem evoluído o seu negócio?
Tem sido ótima a evolução, tem crescido imenso, tanto que num futuro muito próximo irei registar a marca, as clientes mantêm-se fiéis o que é excelente, ou seja, não represento uma marca, para comprar uma única vez, e isso deixa-me feliz, saber que a cliente volta quando precisa de algo diferente. Irei dentro em breve ampliar o atelier, que neste momento se encontra em casa, pois recebo muitas mães em casa seja para entrega dos artigos seja para escolha de tecidos.

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Obrigada Maria João, pela partilha.