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Mães Unidas



Mães unidas jamais serão vencidas

Que se unam as mães: as que trabalham fora de casa e as que trabalham em casa (e claro as que trabalham fora e dentro de casa).
Que se unam as mães que ficam em casa com os filhos, as que os deixam com avós, as que escolhem uma ama e as que optam pela creche.
Que se unam as mães que dão à luz naturalmente, as que optam por parir em casa numa piscina de água morna, as que choram implorando pela epidural, e as que escolhem uma cesariana eletiva.
Que se unam as mães que preferem amamentar e as que escolhem dar um biberão, porque o que querem é alimentar a sua cria.
Que se unam as mães que amamentam até poder e as que amamentam até querer.
Que se unam as mães que dão bolacha maria, e as que dão bolachas de aveia com banana caseiras. As que fazem uma sopa por refeição e as que fazem uma panela ao domingo e congelam para uma semana. As que fazem papinhas de alfarroba e as que dão cerelac. 
Que se unam as mães que adormecem os filhos ao colo e as que os adormecem no berço. As que deixam que os filhos durmam consigo e as que os colocam com amor, nos seus quartos. 
Que se unam as mães que no desespero gritam e as que não gritam. As que num último recurso ‘enxotam a mosca’ da fralda e as que nunca deram uma palmada.
Que se unam as mães que deixam os filhos com os avós ao fim de semana para ir jantar fora e namorar, e as que não se conseguem separar deles.
Que se unam as mães que dão chucha e as que não dão.
As que esterilizam a chucha a cada queda, e as que a desinfectam com a sua própria saliva.
Que se unam as mães que dão pepino e cenoura em pedaços aos 6 meses e as que dão sopas passadas com carne e peixe até aos 2 anos.
Que se unam as mães que não permitem que os filhos vejam televisão, e as que deixam que vejam músicas num tablet quando vão ao restaurante.
Que se unam as mães que dão beijinhos na boca dos filhos e as que não dão.
Que se unam as mães que preferem golas, fofinhos e carneirinhas e as que gostam de fatos de treino, leggings e ténis.
Que se unam as mães que escolhem creches com inglês no berçário e as que preferem escolas alternativas onde se aprende a brincar à chuva.
Que se unam as mães que morreram de amor quando viram 2 riscas rosa num teste de gravidez, as que se enamoraram ao ouvir o primeiro choro, e as que  demoraram algumas semanas a apaixonar-se pelo seu bebé.
Por um mundo com mais compreensão e menos discussão…um mundo com mais respeito e menos preconceito. Um mundo com mais valores e menos pudores. Um mundo com menos culpa e mais «desculpa-(me)!». 

Porque o mundo precisa de mães unidas, e os nossos filhos também!



Rute Almeida
34 anos, mãe de 3, mulher e psicóloga