As minhas filhas são minhas filhas, e como tal,
para elas eu sou mãe… não sou professora. Se não, por esta lógica, os filhos de
médicos não podem adoecer, os filhos de músicos têm de saber tocar
instrumentos, etc.,etc…
Eu sou mãe. (Ponto!)
Tento educar na base do senso comum da boa educação
e dos valores, faço questão em reforçar alguns aspectos que se relacionam com
as minhas profissões, sim, mas o que de fato me interessa é conseguir que elas
sejam ou venham a ser meninas sociáveis, orientadas e esclarecidas. Sempre
consciente de que as pessoas e o ambiente em sua volta também contribuem…. E
portanto há sempre algo que me escapa… Mas também não pretendo controlar tudo…
pretendo deixá-las viver!
Esse é o meu papel de mãe. Transmitir-lhes
serenidade e confiança, de modo a que tomem atitudes corretas mediante as
situações em que se encontram, que consigam decidir por elas próprias, em paz
com as suas consciências.
Longe de mim ser uma mãe perfeita, e também não sou
uma professora perfeita. E se calhar seria mais fácil ser uma professora
perfeita do que mãe perfeita!
Mas sou como sou! Sei que sou exemplo para muitas
crianças e principalmente para as minhas filhas. Por isso, tento ser coerente
comigo mesma e com os outros, o que por vezes já não é tarefa fácil!
Por Rita Frade Lança

