No outro dia dei por mim a questionar-me sobre isto de acreditar no Pai Natal. Mais do que isso, dei por mim a questionar-me se eu, enquanto mãe, deveria manter a história do Pai Natal aqui por casa ou, mais especificamente, com a minha filha mais velha.
Pensei sobre isto,
porque há uns dias atrás a mais graúda cá de casa, que já tem oito anos, me
disse numa das nossas idas ao supermercado (que agora estão repletos de
brinquedos e tentações), que adorava que eu lhe desse alguma prenda no Natal.
Acrescentou, um tanto indignada, que eu nunca lhe havia dado nada, só o Pai
Natal.
Num primeiro momento,
apeteceu-me estrangulá-la: anda uma mãe a preparar tudo ao mais ínfimo
pormenor, para ser o Pai Natal a receber os créditos todos. Depois disso,
fiquei secretamente surpreendida: julguei que a dúvida já pairasse na cabeça
desta minha filha; julguei que aos poucos, e por si só, já se tivesse
apercebido que isto do Pai Natal é uma história mágica que por aí se conta, como
tantas outras que fazem as delicias dos mais pequenos (e talvez dos maiores
também).
Sou daquelas mães que
não desmancha a magia das histórias que se vão contando ali e aqui. Sou
daquelas mães que amam ver o brilho nos olhos das minhas filhas quando me pedem
para saber mais sobre o Pai Natal ou sobre a Fada dos Dentes. Sou daquelas mães
que, se elas acreditam, deixo acreditar. Sou daquelas mães que amou acreditar
até tarde. Sou daquelas mães que se lembra perfeitamente do dia em que,
naturalmente, deixou de acreditar e da pequena nostalgia que a verdade trouxe.
Sou daquelas mães que deixa fluir e que acredita que acreditar faz bem à alma.
E por tudo isto,
naquele dia, apenas lhe sorri. Abracei-a. E pensei que afinal ela ainda era
colecionadora de sonhos. E suspirei aliviada. Porque senti que pelo menos
durante mais um ano, esta minha filha que cresce a olhos vistos, ainda vai
viver a magia do Natal.
E por aí? Como fazem?
Acreditar no Pai Natal: Sim ou Não?
Um beijo mágico!


