Guardo boas memórias. A escolha do pinheiro de Natal (que naquela altura ainda era verdadeiro) com o meu pai, eu e o meu irmão do meio a comer os chocolates que estavam pendurados na árvore ás escondidas da minha mãe, os natais passados no Algarve, a minha avó e a minha mãe a cozinharem até de madrugada nas vésperas para que tudo estivesse pronto e a tempo da consoada, a minha bisavó, uma família grande à mesa, os presentes, a missa do galo.
São
estas as imagens que se mantêm vivas na minha memória e que associo ao Natal.
Hoje, muitos destes rituais já se perderam. Os meus irmãos e eu temos agora
novas famílias, a minha bisavó já não está connosco, os meus pais passam longos
períodos do ano com a minha avó no Algarve e, nos últimos anos, nem sempre
temos celebrado o Natal juntos, por diversas razões.
Com a
chegada da Alice às nossas vidas, fico com vontade de juntar as pessoas à mesa
e reviver esses momentos em família. 2016 foi o ano do primeiro Natal da Alice.
Ela tinha apenas 8 meses, era muito pequenina ainda. Este ano, ela já está mais
crescida e vai com certeza desfrutar de uma forma mais plena o que é o Natal.
Este ano, vamos decorar a árvore juntas, ela já vai ser capaz de rasgar o papel
de embrulho e abrir os presentes. E vai haver um momento, dentro de pouco
tempo, em que juntas vamos cozinhar os doces de Natal para a mesa da consoada.
São
estes os meus pequenos desejos de Natal. E espero que juntos em família
possamos criar momentos felizes para que também ela possa construir as suas
memórias de Natal.


