Qualquer mãe procura filhos que colaborem. Tenhamos nós um, dois, três ou mais filhos, desejamos filhos que colaborem connosco. Tenham os nossos filhos dois, três, seis ou dezoito anos, queremos filhos que colaborem connosco.
Quando
nos queixamos das birras que fazem, das manhãs ou finais de dia difíceis, das
tarefas que não fazem, das regras que não cumprem, estamos afinal de contas a
pedir mais colaboração.
E
acho mesmo que, numa família, a colaboração é a chave para a resolução de
muitos conflitos. E quando me ponho a pensar nisso a fundo, percebo que nós,
mães, não somos muito claras quando pedimos colaboração. E percebo também que
muitas vezes confundimos colaboração com mandar, ordenar e exigir. E no meio de
todos estes pensamentos, descubro ainda que quando mandamos, ordenamos e
exigimos é já porque chegámos ao limite do nosso cansaço, que nos leva a deixar
de ter qualquer autocontrolo sobre nós ou sobre as nossas ações.
Na
verdade, assumimos as responsabilidades de todos os elementos da nossa família.
Vamos fazendo, vamos organizando, vamos decidindo. E confundimos isso com Ser
Mãe. Confundimos isso com Cuidar, Amar e Proteger.
Por
tudo isto, acho mesmo que hoje é o dia de dares um passo atrás. De olhares para
a tua família. De descobrires quais sãos as responsabilidades que estás a
assumir por todos. De encontrares as tuas responsabilidades. De ajudares os
teus filhos a assumirem as responsabilidades deles. De orientares esse
processo. De os apoiares. De fomentares a alegria de serem capazes de fazer. De
dares colo quando não são capazes de fazer. De sorrires com eles. De chorares
com eles. E, acima de tudo, de comunicares os teus limites. De comunicares que
precisas de colaboração.
Deixo-te
algumas dicas de como podes fazer diferente. Do que podes fazer para
estabelecer cooperação com os teus filhos. De como podes ajudar a que os teus
filhos colaborem. De como lhes podes pedir colaboração. Porquê? Porque verdade
seja dita:
Filhos
que colaboram, Procuram-se!
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Põe
de lado as acusações, as culpas, os sermões e os julgamentos:
“É sempre a mesma coisa, estou farta de
repetir mil e uma vezes que a roupa suja é no cesto. Não ouvem nada do que eu
digo ou então gostam mesmo é de viver na porcaria. Que preguiçosos”
Em vez disso, descreve o que vês:
“ Estou a ver roupa
suja no chão”
Em vez das ordens e das ameaças:
“Quero este quarto
arrumado imediatamente ou então não vamos sair a lado nenhum. Enquanto isto
não estiver arrumado, não faço nada do que queres que eu faça”
Informa sobre o que há a fazer:
“Era uma boa ajuda
se, antes de sairmos, o quarto ficasse arrumado”
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Substitui os julgamentos ou os comentários
acerca do caráter do teu filho:
“És um chato e um malcriado. Estás sempre a
interromper-me quando estou a falar ao telefone”
Diz como te sentes:
“Sinto-me muito
irritada e desrespeitada quando estou a falar ao telefone ou com outra pessoa
e tu me interrompes”
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Usa
a criatividade e um pouco de humor e deixa recados aos teus filhos:
“Queridos filhos,
no sábado vamos ter visitas ao jantar e adorava não ter de me preocupar com a
arrumação do vosso quarto. É importante para mim que tudo esteja organizado
até às 18h. Conto com a vossa colaboração. Um beijinho. A mãe aterefada!”
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