Não, não amo.
Amo a vida! Amo a praia… Amo noites quentes de verão.
Amo a cor Rosa e tudo o que ela preenche.
Amo a minha família, os meus pais, os meus irmãos, o meu marido – companheiro de uma vida, amo até as minhas primas afastadas.
Amo os meus amigos, por poucos que sejam.
Amo o meu gato.
Amo jantar fora e amo um bom vinho. Amo marisco e chocolate. Amo saladas frescas no verão. Amo gelados e festas.
Amo o Natal. Amo festas de aniversário.
Amo rir… Amo musica e diversão.
Amo chapéus de sol e o cheiro do protector solar.
Amo andar descalça. Amo o vento quente a bater nas pernas. Amo o salgado que o mar deixa na pele.
Amo a lareira em tardes de inverno.
Amo o cheiro a erva-doce e canela. Amo velas e incensos.
Amo cheiros, cores e sensações…
Amo muitas coisas e podia viver sem nenhuma delas. Por isso não amo o meu filho.
Amor não chega. Não descreve. Não preenche.
Aquilo que amamos hoje, podemos não amar amanhã.
O que amamos não nos completa.
O que amamos não nos completa.
Após ser mãe, o Amor tornou-se demasiado passageiro. Fácil barato, corriqueiro… Volátil.
O que sinto por ele é muito mais que amor. É algo cuja descrição ainda não encontrei.
É algo que não muda. Não mudará nunca!
Algo que não tem dependências… sem “se’s” nem “porquê’s”.
É algo que me completa e que rapidamente se tornou imprescindível.
É algo que dói e apazigua ao mesmo tempo.
É latente, é intenso, é calmante, é prazeroso e aflitivo num só.
É chorar! Não de tristeza nem tão pouco de alegria… É chorar porque o sinto.
A vida ainda não conseguiu encontrar uma palavra para descrever este tanto!
Filho: Eu não te amo, eu “_____-te”!
Artigo originalmente publicado em Sei lá eu ser mãe


