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Eu sou a mãe perfeita que comi sushi e marisco na gravidez!

Eu sou a mãe perfeita que não amei loucamente o meu filho no segundo em que ele nasceu  (ainda que o ame loucamente agora)
Eu sou a mãe perfeita que só amamentei até aos 4 meses, e ainda assim dei-lhe leite adaptado!
Eu sou a mãe perfeita que fui a correr para as urgências quando ele teve a primeira febre!
Eu sou a mãe perfeita que chorei baba e ranho nos primeiros 15 dias!
Eu sou a mãe perfeita que vi o meu filho cair com a cara no chão a centímetros das minhas mãos!
Eu sou a mãe perfeita que já deu frutas de boião do supermercado!
Eu sou a mãe perfeita que de vez em quando o deixa comer bolachas, estrelitas e pipocas!
Eu sou a mãe perfeita que já se chateou à séria com ele!
Eu sou a mãe perfeita que tem a casa por arrumar, pó nas prateleiras e loiça por lavar quase sempre!
Eu sou a mãe perfeita que veste calças só para não ter que fazer a depilação!
Eu sou a mãe perfeita que já esperou que o pai chegasse para mudar a fralda!
Eu sou a mãe perfeita que já fingi não o ouvir enquanto estava no banho, para que o pai fosse lá!
Eu sou a mãe perfeita que já ficou na cama a dormir, enquanto o pai e ele se levantaram e foram brincar para a sala!
Eu sou a mãe perfeita que já o deixou com a avó para ir jantar fora!
Eu sou a mãe perfeita que o deixa comer terra ou areia e perceber por si próprio que não é lá muito agradável!
Eu sou a mãe perfeita que nem sempre tem paciência para brincar!
Eu sou a mãe perfeita que às vezes apetece apenas ficar a ver tv.
Eu sou a mãe perfeita que às vezes o deixa dormir na minha cama só para não ter que o ir pôr na dele!
Eu sou a mãe perfeita que nunca atinei com um marsúpio/sling  (ou lá o que chamam àquilo)!
Eu sou a mãe perfeita que já o deixei dormir no carro!
Eu sou a mãe perfeita! E para quem tenha dúvidas perguntem-lhe a ele, quem seria para ele a mãe perfeita!

Aposto que a resposta, sou eu! 


Artigo originalmente publicado em Sei lá eu ser mãe 



Não, não amo.

Amo a vida! Amo a praia… Amo noites quentes de verão. 
Amo a cor Rosa e tudo o que ela preenche. 
Amo a minha família, os meus pais, os meus irmãos, o meu marido – companheiro de uma vida, amo até as minhas primas afastadas. 
Amo os meus amigos, por poucos que sejam.
Amo o meu gato.
Amo jantar fora e amo um bom vinho. Amo marisco e chocolate. Amo saladas frescas no verão. Amo gelados e festas. 
Amo o Natal. Amo festas de aniversário. 
Amo rir… Amo musica e diversão. 
Amo chapéus de sol e o cheiro do protector solar. 
Amo andar descalça. Amo o vento quente a bater nas pernas. Amo o salgado que o mar deixa na pele. 
Amo a lareira em tardes de inverno. 
Amo o cheiro a erva-doce e canela. Amo velas e incensos. 

Amo cheiros, cores e sensações…

Amo muitas coisas e podia viver sem nenhuma delas. Por isso não amo o meu filho.

Amor não chega. Não descreve. Não preenche.

Aquilo que amamos hoje, podemos não amar amanhã.
O que amamos não nos completa.

Após ser mãe, o Amor tornou-se demasiado passageiro. Fácil barato, corriqueiro… Volátil.

O que sinto por ele é muito mais que amor. É algo cuja descrição ainda não encontrei.

É algo que não muda. Não mudará nunca! 
Algo que não tem dependências… sem “se’s” nem “porquê’s”. 
É algo que me completa e que rapidamente se tornou imprescindível. 
É algo que dói e apazigua ao mesmo tempo. 
É latente, é intenso, é calmante, é prazeroso e aflitivo num só.

É chorar! Não de tristeza nem tão pouco de alegria… É chorar porque o sinto.

A vida ainda não conseguiu encontrar uma palavra para descrever este tanto!


Filho: Eu não te amo, eu “_____-te”!


Artigo originalmente publicado em Sei lá eu ser mãe 


Ser mãe muda-nos muito. Demais! Após ser mães, nunca mais seremos as mesmas pessoas. Porque vamos descobrir tantas coisas que nunca imaginámos:
  • Vais ter um pequeno ser que mora na tua cabeça, que não te vai deixar de imaginar, “se o teu filho estiver em perigo”, “se ele caiu”, “se ele está a chorar”, “se lhe acontece alguma coisa”… “Se”, “Se” ,“Se”… Algumas de nós sofrem mais com esta preocupação que outras, mas a preocupação mora em todas. Estaremos preocupadas o resto das nossas vidas! Não passa quando crescem, não passa nunca mais!
  • Vais descobrir o maravilhoso que é ver alguém a dormir. E isto dito assim, parece tão interessante como ver tinta a secar. Mas não… É muito mais interessante quando vês o ser que tu geraste, que tu criaste, que tu ajudaste a crescer… Mesmo que ele esteja só a dormir, é delicioso simplesmente olhar para eles!
  • Vais sentir montes de coisas. Tal como a preocupação que vai deixar-te corroída, também o orgulho vai parecer querer sair de dentro do teu peito. As emoções, tornam-se todas mais fortes, mais intensas, e cada pequeno momento, torna-se gigante!
  • Vais chorar como nunca! De cansaço, de frustração, de alegria… Vais chorar porque eles ficam doentes e não podemos fazer nada… Vais chorar porque estás cansada e sentes o mundo a descambar, e vais chorar por cada conquista deles, cada passo de aprendizagem, porque és uma mãe orgulhosa. Os teus olhos vão ser autênticas cascatas!
  • Vais ter uma enorme luta interior. Vais ter que te convencer todos os dias que não os podes proteger de tudo! Não os podes proteger do mundo. Eles vão cair, vão-se magoar, vão até sofrer e tu não podes fazer nada contra isso… Vais ter que aprender a engolir tudo isso.
  • Vais olhar para os “outras pessoas”, de outra forma! As pessoas “más” passam a ter maior impacto em ti. Se por um lado não queres que o teu filho seja vítima de um ladrão, de uma pessoa violenta, ou de um criminoso qualquer, por outro também vais desejar intensamente que ele não se torne num deles.
  • Vais perceber que o amor dói! Vais saber na verdade que nunca amaste até agora, e que amar é tão intenso que pode mesmo doer e fazer-nos chorar… É como se o coração nos quisesse sair do peito. Mesmo!
  • Vais sentir culpa. Muita culpa. Ou porque não deste colo, ou porque mimaste demais. Ou porque decidiste ficar em casa, ou porque tens que ir trabalhar. Ou porque amamentaste mais tempo que a maioria, ou porque não conseguiste amamentar. A culpa vai seguir-te, e é impossível não a sentir!
  • Vais compreender as mães. Todas as mães, vai existir algo que vos liga, e que vos une! E vão sentir uma enorme cumplicidade. Mesmo as amigas “Mães virtuais”, vão ser tão especiais para ti, como se as conhecesses desde sempre.
  • Vais saber pela primeira vez, o que na verdade significa estar em segundo lugar. MESMO! E não te vais importar nem um bocadinho com isso… Estarás sempre em segundo lugar, e com orgulho!
  • Vais perceber que afinal, o que mais importa no mundo, está a dormir no quarto ao lado! 


Artigo originalmente publicado em Sei lá eu ser mãe



“Ontem ouvi-te a falar com uma amiga sobre como é difícil os 2 anos! 


Fiquei feliz. Pensava que não compreendias, e fiquei muito feliz por saber que percebes o quão difícil é os dois anos. 



Não é à toa que chamam a adolescência dos bebés, porque é mesmo isso. É uma fase de descobertas e de mudanças. 



É a fase em que descubro que afinal também tenho vontade, também tenho direitos, e acredita que é muito difícil para mim tentar controlar a forma como me expresso. E é por isso que há as birras. 



É que agora que eu descobri que posso fazer e mexer em muitas coisas, é quando me proíbem mais de as fazer, e eu não percebo porquê. 



Eu não te quero chatear… Gosto muito mais quando estamos os dois a brincar em sintonia, mas às vezes não percebo mesmo porque é que não podemos brincar com tesouras, ou a atirar água um ao outro… Fizemos isso na praia lembraste?! E tu riste… e eu gosto tanto quando te ris comigo… Não percebo porque é que quando te atirei com a água em casa no outro dia ao jantar, te chateaste comigo… 



Não percebo também porque é que temos que ir para a cama. Estamos tão pouco tempo juntos... Gostava que ficássemos a brincar os dois para sempre, sem nunca ter de dormir. 



Mas acho que isto faz parte da descoberta, ainda estou a tentar descobrir o que é que posso ou não posso fazer, para que fiques sempre a sorrir comigo sem te zangares. 



Fico feliz que percebas o quão difícil são os 2 anos, e tudo aquilo que está a mudar. 



Já queres que eu coma sozinho e sem entornar… Mas às vezes distraio-me e fico a brincar com a comida. Mas temos que comer depressa não é?! Tu estás sempre a dizer para me despachar… 



De repente tenho que ir fazer xixi como tu e o pai, quando até agora podia fazer na fralda que simplesmente tu trocavas… Eu tento mãe, mas às vezes quando estou a brincar não quero parar… e tu depois zangaste comigo. 



E antes quando nos zangávamos, deixavas-me usar a minha xuxinha e o meu boneco. É que sabes, eles são meus amigos, e ajudam-me quando estou triste. Ajudam a que tudo fique bem. Não percebo porque é que agora estás sempre a esconder a minha xuxinha e o meu boneco… 



Ah e mãe, só mais uma coisa… Eu gostava tanto de beber o leitinho quentinho ainda na cama no biberão… Não me obrigues a ir para a mesa beber na caneca… 



Não tenhas pressa que eu cresça… Não dizes sempre às tuas amigas que o tempo passa a correr, então aproveita-o! 



Mas, mãe, só queria dizer que fico muito feliz que percebas como os 2 anos são difíceis para mim. Obrigada pela tua paciência!”


Ass: o teu filho





Desculpa, desculpa, desculpa! Milhões de vezes desculpa. 

Até diria que nem mereço que me perdoes, porque tu, és tão puro e inocente que nem sentes que precisas de me perdoar. Tu és tão incondicional que és meu, com todos os meus defeitos… Ainda assim, quero-te pedir desculpa! 

Desculpa por todas as vezes que me pediste colo e eu não to dei. Nada justifica não o dar. Tu não vais ser mimado, não vais ficar mal habituado, e eu nem estou assim tão cansada. A verdade é que um dia muito em breve, já não vais querer o meu colo, e eu vou estar ainda mais arrependida pelas vezes que não to dei. 

Desculpa por todas as vezes que te falei mais alto. Pela paciência que me faltou, pelos afazeres que me exacerbaram e que me fizeram falar-te mais alto e de forma impaciente. O certo é que tu recorreste a mim, e eu não te correspondi.

Desculpa pelo cansaço… pela exaustão que às vezes toma conta de mim e que não me deixa acompanhar as tuas correrias, as tuas emoções ou a tua alegria! Nunca deixes de ser assim. Mesmo que a mãe te diga que está cansada, não desistas de mim. 

Desculpa por ter que trabalhar. Por te deixar a maior parte do dia com pessoas que não sou eu. Por apenas estar contigo um par de horas por dia. Por não conseguir estar mais tempo contigo e acompanhar mais o menino em que te estás a tornar. Eu prometo que tento, e que estou contigo todos os minutos que consigo. 

Desculpa por ter sono quando ao Domingo de manhã queres ir jogar à bola. Por ir muitas vezes ainda meio ensonada e a esfregar os olhos, e muitas vezes tentar dissuadir-te da ideia. 

Desculpa por ter muitas coisas para fazer. Roupa, loiça, pó… E ainda que tente sempre fazer disso uma brincadeira, se eu pudesse as nossas brincadeiras seriam sempre outras. 

Desculpa filho, se a vida é injusta! Se o mundo não está preparado para me deixar ser completamente tua mãe! Muito disto não é a minha culpa, mas ainda assim, tu és o mais importante da minha vida, e o que lhe dá sentido. E por isso mereces o meu pedido de desculpa, hoje e sempre, mesmo que não o queiras. 

Artigo originalmente publicado em Sei Lá eu Ser Mãe




Sim, tu aí, tu a minha barriga, ficas a saber que não gosto de ti! Pronto, já disse!


Há muito quem aceite a barriga, quem diga que carrega a marca de um amor maior, quem diga te chame genética ou metabolismo, ou o almoço de há bocado. 

Eu, pura e simplesmente não gosto de ti! Desiludiste-me! 


Nunca foste modelo de revista, eu sei… Sempre gostaste de te acumular mais um bocadinho aqui e outro ali. Nunca exibiste uns abdominais exemplares, ou uma total ausência dos doces que como. 


Mas eu não fui assim tão má para ti. Nunca abusei assim tanto da alimentação, besuntei-te sempre de cremes e coisas dessas. Tentei deixar-te sempre nutrida e saudável. 


Portaste-te lindamente quando carregaste o meu bebé! Agradeço o teu esforço. 

Esticaste até mais não e nunca cedeste. Mas lamento, não gosto de ti! Não gosto do que te tornaste! 


Desiludiste-me porque demoras a voltar ao que eras, se é que algum dia vais voltar. Não gosto de ti, porque vais-me obrigar a esconder-te no verão, e escondo-te porque, lamento dizer-te: És feia! 


Não gosto de ti, porque apesar de não me definires de forma alguma, fazes parte de mim, e eu não consigo mudar-te. 


Não sejas presunçosa, porque não és a marca de um amor maior. Sim, carregaste o meu filho, mas quem o ama é o coração, não tu! Tu foste uma mera ferramenta, e como estou danada contigo, vou-te chamar obsoleta!


Há quem aceite e diga que se sentem bem com o corpo que têm. Pois eu não. Não me sinto bem, não gosto de ti, e não te acho de forma alguma bonita. 


A vantagem no meio disto tudo, é que não mandas em mim.  


Vou-te odiar enquanto te mantiveres assim, e vou-te deixar bem escondida. 


Porque não és tu que vais definir quem sou. Não és tu que me dás alegrias, e não és tu que me vais fazer feliz. 


Sabes, no final de contas, és só uma barriga, e eu vou continuar a esconder-te e a ser feliz, longe da tua vista! 


Mas ficas a saber, que não gosto mesmo nada de ti!



Calma! Calma mães desesperadas, sonolentas, com roupas manchadas de leite e sabe-se lá mais o quê... Calma mulheres que não vêm um rímel há mais de 6 meses e já desistiram daqueles jeans justos que antes ficavam tão bem... Não se zanguem, mães cansadas de arrumar uma casa onde mais parece que vivem 15 do que 3, e que já não sabem que mais inventar para fazer uma sopa "diferente"... Eu sou como vocês! Eu estou como vocês! Estamos todas assim!

Antes que se revoltem comigo por dizer que ser mãe é fácil, deixem-me explicar:
Antes do meu filho nascer tinha medo... Tinha muito medo... E se eu não soubesse cuidar de um bebé?! E como é que se fazia a alimentação dele? E se ele ficasse doente?! E se não fosse boa mãe?!

Depois disso, quando ele nasceu entrei em "modo automático"! Nada do que eu fazia era consciente ou propositado, era puro instinto... Como se tivesse fora do meu corpo sem ter a verdadeira noção das minhas ações... Quase como um sonho, mas sempre com um diabinho na minha cabeça a dizer tudo aquilo que EU TENHO QUE fazer... TENS QUE fazer isto, TENS QUE fazer aquilo... Raio do bicho...

Com o tempo percebi que eu não "TINHA QUE" nada! Nem tinha, nem tenho! Porque ser mãe é tão fácil...

Há alturas complicadas... Há momentos difíceis... Há o cansaço, o não saber o que fazer... A pressa de voltar ao que a vida era (sem ainda sonhar que nunca mais será igual), a necessidade de voltar a sentir outras coisas (sair daquele modo automático que falei mais acima)... É duro! É o papel mais duro nas nossas vidas. Mas é também o mais gratificante e aquele que mais nos preenche! Os momentos bons são muitos mais e sobrepõem-se claramente às dificuldades, e um abraço daqueles pequenos seres cura todos os males do mundo! É mágico...

E na verdade ser mãe é muito fácil... Porque não precisamos de nada... Aquilo que faz de nós boas mães está em nós... Cresce em nós, tal como eles...
Porque na verdade, vamos perfeitamente bem saber como cuidar deles. Vamos saber dar-lhes o que eles precisam, vamos curar todos os males com colo, mimo e abraços... É natural, é instintivo... É algo que vive em nós e que não sabemos até sermos mães... É... é difícil de explicar, mas na realidade, ser mãe é tão fácil quanto dar um abraço. Porque um abraço entre mãe e filho é o momento mais sereno que há! É onde tudo é certo, tudo é bom, tudo é feliz E se o que queremos é que sejam felizes, é tão simples quanto isso. Basta amá-los e o resto acontece! Porque quando se ama, não é preciso mais nada!

Artigo originalmente publicado em Sei Lá eu Ser Mãe




De repente cresceste!

Tanto que me disseram que o tempo passa rápido, que passou mesmo. E de repente, estás um crescido.

Aproveitei cada minuto e cada segundo. Nunca te neguei mimo ou colo, e fiz tudo para estar cada minuto possível contigo, mas mesmo assim, o tempo passou rápido e tu cresceste.

De repente, já não eras um recém-nascido, tão pequenino, tão frágil e tão dependente de mim.

De repente já comias sólidos, e atiravas a comida ao chão, e sujavas tudo à tua volta.

De repente já escolhes o que queres comer, o que gostas e o que não gostas, e não há quem te demova dos teus gostos.

De repente sentaste-te e batias palminhas…

De repente gatinhavas, e eu corria pela casa atrás de ti…

De repente já andas, e corres e exploras o mundo, e deslumbraste com tudo o que vês.

De repente trepas tudo, e cais, e esfolas os joelhos, para de seguida levantares-te, sacudires as mãos e continuares a correr…

De repente disseste mamã, e de repente já dizes um monte de coisas …

De repente expressas-te. És consciente das tuas emoções, que são tantas e tão intensas e expressas o que sentes da forma que sabes.

De repente concentras-te. Sabes o que queres fazer, e sabes concentrar-te na tua tarefa, abstraindo-te de tudo o resto.

De repente folheias um livro, e rabiscas um papel, ou uma parede do teu quarto.

De repente adoras carros, e bolas, e adoras marcar golos, e dizer os sons dos animais.

De repente fazes birras quando não tens o que queres. Gritas e choras, e empurras-nos para demonstrar o teu desagrado.

De repente dás-me um abraço só porque sim, ou empurras-me para que continues a brincar sem que os meus beijos te atrapalhem.

De repente já não és um bebé.

De repente o tempo passou e tu cresceste, e por mais que eu queira fazer o tempo parar não posso. E tu vais continuar a crescer, e a aprender, e definir o que és!

De repente deixarás de ser o meu bebé pequenino porque de repente és um rapazinho. E eu estou tão orgulhosa de ti! E eu gosto tanto, mas tanto, de ti, mesmo que de repente… tenhas crescido!

Artigo adaptado de seilaeusermae.blogspot.com