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Pensar em férias com filhos, já é uma animação…com 3, vamos lá…
Preparar malas, com cremes, roupa, calçado, brinquedos e livros…
Confesso que para nós, papás deste trio…férias é sinónimo de cansaço…mas não é sinónimo de solidão. É fundamental as férias em família. Além de marcar para os manos mais velhos, o final de um ciclo escolar e dar início a outro, é estreitar os laços entre pais e filhos e entre irmãos, é uma forma de tentar desligar do resto do mundo, ter tempo para os ouvir e ver, sendo uma forma de criar memórias com cheiros e sensações.
Podíamos fazer férias sem filhos? Podíamos… mas não era a mesma coisa… Quando vou de férias procuro não ter grandes expectativas. Procuro controlar aquilo que considero ser importante como ter sempre água, algum alimento, chapéu e protetor solar…depois vem o resto, o saco dos baldes, o insuflável Crocodilo, a bola de futebol e o saco da muda de roupa da bebé Madalena, que vai experimentar a praia pela primeira vez.

Por vezes pensamos, que precisamos de férias a seguir às férias…mas com a certeza de termos o coração cheio… .As férias podem ser fator de união da família…ter a graça de ter os avós a brincar na areia, a fazer castelos ou a dar passeios à beira mar…tão bom… é tão bom estar em família.


Perante a tragédia de Pedrógão Grande, o meu filho Afonso pergunta-me o que é uma tragédia?
Eu, ainda chocada com o que via na televisão, tentei explicar-lhe que por vezes, acontecem fenómenos na natureza que o próprio Homem não consegue controlar…o Fogo tem esse poder… «e o fogo mata, mãe? Morreram pessoas?» perguntava ele, olhando para a chamada «Estrada da Morte», com os carros todos queimados.
Tentei, com simples palavras, explicar-lhe o que são tragédias, catástrofes que por vezes levam à morte de muitas pessoas…mas é duro, pois o meu coração ainda estava envolto em lágrimas e choque, a pensar naqueles que partiram, famílias inteiras que estavam no sitio errado na hora errada, ou que tomaram a decisão errada.
Tentei que ele não visse muita informação na televisão, pois ele já me perguntava «E se fossemos nós?». Tentei transmitir uma certa segurança, que aquilo só acontece aos outros, um acontecimento isolado, e que ele estava em segurança.

Mas afinal, não acontece só aos outros…pode acontecer a qualquer um….


Há pessoas que são pontos cardeais na nossa vida…os meus são os meus pais. São eles que levam os nossos sentimentos e emoções à sua intensidade máxima. Os pais que se tornam Avós, são exemplos, pessoas únicas, afetuosas e inesquecíveis.
Os Avós mimam, mas também educam, com amor. Tenho saudades dos meus Avós, que ao longo da minha vida tudo fizeram para me ver feliz… Hoje as pessoas mais importantes da minha VIDA, SÃO os melhores Avós que os meus filhos podiam ter…O avô que leva todos os dias os netos à escola… a avó que entre mimos, ajuda nos trabalhos de casa ou põe os pequenotes a fazer bolinhos…
O papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos, sendo que muitas vezes eles são o suporte afetivo e financeiro de pais e filhos. Por isso, se diz que os avós são pais duas vezes.
As avós são também chamadas de “segunda mãe”, e os avôs, de “segundo pai”. Muitas vezes estão ao lado e mesmo à frente da educação de seus netos, com sua sabedoria, experiência e com certeza um sentimento maravilhoso de estar vivenciando os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações.
Uma pena que eles se vão tão rapidamente, muitas vezes sem terem tido a oportunidade de viver algumas experiências incríveis que a vida nos permite. Só quem já perdeu os avós sabe o peso dessa enorme perda.


Assim..vamos amar sempre os Avós...os avós dos nossos filhos…

Ser professora...com 6 anos já andava em casa a brincar com a pasta e livros da mãe professora e dava aulas para as bonecas, num portão transformado em quadro de giz. Sempre me vi como professora...
Trabalhei como professora durante 9 anos até ser Mãe pela primeira vez. Levo para o trabalho a minha experiência académica e a experiência que a maternidade me ensinou: olhar para os meus alunos como desejo que os professores olhem para os meus filhos.
Para a escola levo a sensibilidade de mãe, doseando as exigências, regras e combinadas com bom senso, carinho, acolhimento e amor.
Ser mãe...minha grande realização. Um sonho de pequena que me recompensa a cada minuto da minha vida, Com os meus três filhos, aprendi as mais lindas histórias, assim como grandes lições.
o difícil é trazer ao final do dia a sensibilidade e o bom senso para chegar a casa, ajudar a fazer trabalhos de casa, dar banhos, brincar fazer o jantar, etc
Por vezes...grito... o meu marido diz que não tenho paciência para ajudar nos trabalhos...confesso...não é fácil...mas eles não têm culpa de estar cansada, por vezes com muitos quilómetros feitos da escola a casa...eles não têm culpa...eles só querem a mãe...

Gostava de ficar sempre numa escola pertinho de casa...teria mais tempo, para ser uma boa professora e uma boa mãe.



Tal como em outras histórias…Era uma vez uma professora, professora de muitos…uma mãe…mãe de três.
Recordo o momento da minha adolescência em que escolhi que queria ser professora. Como fui feliz e quanto me ajudaram alguns professores na construção e concretização desse sonho! Concluída a minha formação, leccionei os primeiros anos em várias escolas públicas.
Um dia conhecemos aquele que um dia transformou por completo a vida dos seus…Conheço a sua história, a história da sua mãe, pai, irmãos, avós…e são essas histórias que tenho que escutar com atenção e com carinho….para eles um filho muito desejado…muito amado.
Na escola, somos nós que estamos ao seu lado, os olhos dessa criança que aprende a descobrir o mundo que é escola….e não só!
A vida coloca à sua frente desafios, caminhos labirínticos que ele tem que aprender a superar.
Para os pais somos uma esperança…companheiros neste seu caminho…e eu aprendo como é fácil gostar destas crianças. Temos o dever de ajudar esta família, no projecto de vida desta criança. Estes pais não estão sozinhos…eles têm medo, querem chorar, gritar e por vezes até pensam em desistir, mas o meu (o nosso) papel como educadores é dar-lhes esperança, pensar que é possível.
A família coloca-nos muitas questões: será que a escola está preparada para a receber? Será que a turma vai aceitá-la? Terá apoios? E quais vão ser esses apoios?
Terá alguém que nos ajude a protegê-la? Conseguirá comer sozinha? Concordo com a aprendizagem de autonomia, mas é um processo lento e teremos que ter ferramentas para os ajudar adquirir essa autonomia.
Fala-se muito em Escola Inclusiva, Escola integrada…para isso temos que ter vontade de incluir… de integrar…na escola e na sociedade, promovendo o sucesso educativo e social de todas as crianças e jovens, com ou sem deficiência.

Por Liliana Silva Pires